sábado, março 03, 2007

Bichos-papão? Quem os não tem?

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Refiro-me, claro, aos bichos-papão que aterrorizam a maioria de nós, desde a infância. Ora vejam:

1 - O meu papãozinho, por exemplo, e reparto-o com a SONAE, embora por motivos muito diferentes, é a Portugal Telecom.
Esta empresa de vanguarda e líder (salvo seja) das nossas telecomunicações nacionais é de uma eficiência imbatível - de cada vez que cai meio pinguinho de chuva cá pelas minhas bandas deixa-nos incomunicáveis por, pelo menos, uma semana.
É por isso que os meus caros e raros leitores, também têm um, andavam todos desolados, já a pensar que eu teria mudado de ramo, ou que alguém me tinha conseguido afivelar um açaime.
Não se assustem! Isto nunca vai acontecer. Os meus silêncios extemporâneos são a consequência directa de um "hobby" da PT. O desporto favorito deles, além de encher a paciência do Paulo Azevedo, é ouvir os meus desaforos-reclamações; pelo meu lado, vou passar a cobrar-lhes "cachet".

2 - A CRUP também tem um(a) "Papoa" (?) - a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior - dou-lhes inteira razão, esta tem os defeitos todos (e outros ainda muito mais graves), que nos descreve Graça Barbosa Ribeiro, do Jornal Público (aqui). Mas, a este respeito, os Senhores Reitores também não precisam de se preocupar nadinha porque esta agencia, para funcionar, a menos que venha a ser constituída exclusivamente por sado-masoquistas, terá que ser paga e bem, e dinheiro é coisa que ninguém têm - por isso, é que o MCTES diz para as instituições avaliadas pagarem a avaliação (ah!, ah!, ah! mais uma outra inexcedível originalidade...... esta ideia é ilariante**, em Portugal). Bom, mas por isso mesmo, como eu dizia, não percam o sono, com essa questão.
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3 - Pela 2ª tomada de posse o Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra expressou, desta feita pouco subtilmente, o seu receio da concorrência do politécnico em geral, e eu teria percebido mal ou ele quer também, na qualidade de recém empossado presidente do CRUP, "blindar os estatutos" ao subsistema?.
Acresce que o Senhor Reitor no seu discurso adiantou, com muita originalidade, que as formações (referindo-se às universitárias e politécnicas) se devem distinguir pela natureza, público-alvo, e designações diferentes... Por sinal, eu até concordaria com essa ideia, se a sua instituição não tivesse ""criado"" cursos vocacionados para o turismo, lazer, jornalismo e para "tecnologias de informação visual" e também não se tivesse interessado por formações para "maiores de 23".
Pois..... Pelo jeito, pimenta nos olhos dos outros não nos arde.
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** Estou até a imaginar um avaliado a questionar o avaliador: "Então Senhor(a) agente, quanto é que vai cobrar, à minha IES, para ter "boa nota" e ficar num lugarzinho dos de lá de cima do seu "ranking"?

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