sexta-feira, dezembro 26, 2008

TEIA

Hoje, no Diário de Notícias on line, na coluna "Sociedade" o Senhor Jornalista Pedro Sousa Tavares prova-me que a credibilidade do que decide publicar não é factor que o preocupe ou lhe mereça a mínima atenção.

Ora vejam o conteúdo da sua não sei, o que lhe chame, «publicação»?, na fonte, de onde extraí o seguinte trecho:
"Um diploma é garantia de menos desemprego, mas no 'top' da empregabilidade só três engenharias do Técnico têm níveis perfeitos. O DN diz o que procuram os empregadores.
Cursos politécnicos com negativa.
É o que se chama um "pleno" no pódio. De acordo com dados de Junho deste ano do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tendo em conta os desempregados que terminaram cursos superiores entre 2004/2005 e 2006/2007, apenas três formações conseguiram a proeza de não ter um único inscrito nos centros de emprego."

O documento de apoio que o Senhor Jornalista cita por alto -- mas que, efectivamente, não chega referenciar como seria de sua obrigação -- parece tratar-se do estudo do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) intitulado:
A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior (Quadros Estatísticos).

Não sei o que o Senhor Jornalista pretendeu dizer com: só três Engenharias do Técnico têm níveis perfeitos, [?????] acrescentando ainda o subtítulo inconsequente: Politécnicos com negativa [?????].
Estas duas afirmações desse Senhor Jornalista simplesmente não são verdades!

Em nenhum lado do citado documento se pode inferir as afirmações do Senhor Jornalista, apesar da Directora do GPEARI ter-lhe, ao que parece, tentado explicar o contexto e a relatividade dos significados da informação disponibilizada.

Não sei qual foi a intenção deste Senhor Jornalista, mas penso que a instituição que refere como a "melhor", definitivamente, não precisará de recorrer a publicidade falsa, e também não sei se as outras instituições que referiu "en passant" mereceram ser distinguidas por, informações ao contrário e inverdades de um artigo, a meu ver, nada cuidado, como o assunto mereceria.

"Os jornalistas não são trapalhões mas há trapalhões que são jornalistas."

_____________________________________________
Ver na Tabela seguinte um exemplo da desinformação a que me quis referir neste post

Engenharia Electrónica e de Computadores

Habilitação

N.º Registos

Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa

Licenciatura

61

Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Licenciatura

60

Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

Licenciatura

14

Escola Superior de Tecnologia de Tomar do Instituto Politécnico de Tomar

Licenciatura

8

Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa

Licenciatura

6

Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

Mestrado

4

Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal

Licenciatura

4

Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa

Mestrado

2

Instituto Superior de Engenharia do Porto do Instituto Politécnico do Porto

Licenciatura

2

Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Mestrado

1


2 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

A senhora Regina Nabais, se pretende falar em "trapalhice", deve coibir-se de a praticar no seu blogue. É que o documento que me acusa de ter "referido por alto" mas "não chegar a referenciar" não só é amplamente citado no artigo como nas tabelas que o acompanham. Pelos vistos, limitou-se à leitura apressada da edição online do jornal para lavrar a sua sentença. A referência aos desempenhos pefeitos das três licenciaturas do técnico prendem-se com dados objectivos - são as únicas com zero desempregados entre os diplomados ao longo de três anos lectivos. O subtítulo dos politécnicos não é meu, e concordo com a crítica. Porém, mais uma vez se tivesse lido o artigo em vez das "gordas" teria reparado que se refere que os institutos têm os melhores índices de empregabilidade em média.
De futuro, sugiro-lhe que leia as notícias por inteiro em vez de destacar/deturpar as partes que lhe interessam, para evitar cair nos erros que tão facilmente imputa a terceiros.E já agora aprenda algumas regras de boa educação, porque não fui seu colega de carteira no liceu para lhe autorizar certas liberdades.
Passem bem.

Pedro Sousa Tavares

sábado jan 03, 06:30:00 da tarde 2009  
Blogger Regina Nabais disse...

Responderei, em devido tempo e com o devido destaque, a este comentário.

sábado jan 03, 07:35:00 da tarde 2009  

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