sábado, fevereiro 03, 2007

Visão noturna

Voltando à vaca fria, da hora do meio-dia do outro dia... Já em 9 de Agosto de 2006, no apontamento "vitória do bom senso....", neste mesmo blog, registei e elogiei o bom desempenho dos colaboradores da Direcção Geral do Ensino Superior (DGES).
Fico feliz que essa sensação pessoal possa ser comprovada por muitas outras pessoas de Escolas de ensino superior, com responsabilidades directas ou indirectas na tramitação processual das documentações de criação e do licenciamento de cursos superiores e também, ultimamente, pelo cuidado demonstrado por esses colaboradores, em assegurarem os critérios da qualidade para emissão de suas apreciações sobre as propostas de criação de cursos conducentes ao grau de mestre no politécnico.
Já é voz corrente, nos corredores destas lides que, para além dos cinco mestrados do IP Bragança, há 8 outras formações, desse mesmo nível, respectivamente, no IP Lisboa (ISEL - 4) e no IP Porto (ISEP - 4) de um total de 21 propostas com parecer favorável, o que só reforça a existência de efectiva preocupação na selectividade qualitativa da Direcção Geral de Ensino Superior, para emissão dos seus pareceres - é bom lembrarmo-nos que foram submetidas 84 propostas, até 31 de Março de 2006, e que para além destas em Novembro teria sido submetida mais de uma outra centena de novos projectos para essas formações.
Isto dito, reforça-nos o esforço e o rigor aplicado às apreciações, até agora efectuadas, pelos colaboradores da DGES.
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Ora bem, "não há belas sem senão(s)!" A saber:
1. º - Seria de muito bom tom que o Senhor Director Geral de Ensino Superior, tivesse tido o cuidado PRÉVIO/(pelo menos simultâneo) de publicar, oficial e integralmente na página da sua Direcção Geral, a identificação de todos os cursos/instituições com despachos favoráveis do Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; para além disso, devia de ter esclarecido exactamente em que situação se encontram todas as restantes propostas, submetidas em Março e também as de Novembro de 2006.
2 º
- Teria sido prudente, o Senhor Director Geral de Ensino Superior emitir por escrito informações RIGOROSAS para a Comunicação Social.
Ora veja-se, por exemplo, um extracto do que acabou por se transformar numa notícia da comunicação social, e, posterirmente, não rectificada**: "Nesta primeira leva [?], haverá mais duas fases [?]), foram aprovados 21 mestrados, distribuídos pelos 15 [?] politécnicos do país, tendo..." [os pontos de interrogação a vermelho são meus, porque não percebo o que foi dito pelo autor da notícia, e porque as informações não podem estar correctas!].
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Desconfiarão os meus caros e raros leitores: "ah!.. mas, esta blogger é mesmo muito implicante, intransigente e coca-bichinhos..."
Não meus amigos, não estamos em época de "quezilices"! Mas há que convir também, não estamos em época de delongas e imprecisões.
Só refiro estas questões porque - se estiver a ver bem o problema, como nos estamos a aproximar da altura de distribuição do serviço docente para o próximo ano lectivo - não gostaria mesmo nada de estar na pele das direcções das escolas politécnicas, que se confrontam com o dilemas cumulativos (isto existe?) de viverem situações financeiras muito restritivas e, simultaneamente, estarem mantidos na ignorância total de respostas e/ou dos prazos de respostas concretas e definitivas às suas propostas de adequação de formações e de novos ciclos de formação.
Por favor, ajudem-me a ver como se resolve um planeamento orçamental e executivo de uma escola hipotética, que até nem tenha sequer falta de alunos (factor não generalizável), e que leccione, por exemplo, 6 licenciaturas bietápicas, as tenha submetido, em devido tempo, à adequação ao Processo Bolonha (pós-Bolonha), assim como, tenha também proposto a criação de 6 novos cursos conducentes ao grau de mestre.
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O que será pressuposto fazer uma instituição como essa?
1)- O serviço docente a garantir para 2007/2008 será exactamente planeado como?
a) para as propostas que fez?;
b) para a situação actual - as 6 licenciaturas bi-etápicas (cinco anos)?
c) só para as 6 licenciaturas de Bolonha (3 anos) e quintos anos das bi-etápicas?
d) Deverão optar por uma coisa qualquer e depois logo se vê - "seja o que Deus ou o Diabo quizerem"?
2) Como é que essa escola hipotética esclarece e aconselha os seus alunos actuais sobre o seu futuro académico, e como lhes faz os planos de transição?
3) Quantas escolas reais temos com problemas iguais ou muito mais graves do que os da escola hipotética?
4) Quantos alunos reais estão nessas escolas reais?
5) Qual é o custo de funcionamento de todas as instituições que laboram, há mais de dois anos com cursos, docentes e alunos a aboberarem "em cima de muros de indecisão"?
FONTE DE INFORMAÇÃO (**):
http://www.esnips.com/doc/9bbe5cd4-12f8-4429-b96f-63f8b1f8159d/noticiapublico[1]

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