sexta-feira, janeiro 08, 2010

Sistemas semi-autónomos

Anteontem, no Público online, poderíamos ter lido o seguinte:
As universidades estão disponíveis para celebrar “contratos de confiança” com o Governo mas esperam em contrapartida mais financiamento do Estado, disse hoje o presidente do Conselho de Reitores (CRUP), Fernando Seabra Santos.
...
Nas “negociações” com o Governo, o CRUP apresentou um caderno de encargos com seis pontos encarados como essenciais para o ensino superior público, muitos dos quais abordados “directa ou indirectamente” no programa do Governo.
No caderno, os reitores reclamam a necessidade do ordenamento da oferta educativa e de racionalização da rede pública de instituições, uma nova política de financiamento, a clarificação do conceito de autonomia das universidades, o regresso ao processo de avaliação de cursos e reaproximação entre as universidades do sistema científico."
(bold meu)
À excepção do último ponto do "caderno de encargos" (reivindicativo?) reitoral, pesoalmente, subscreveria a lista das condições contratuais que impõem, e generalizaria os requisitos para todo o ensino superior público nacional. Estou convencida até que, sem a satisfação das reivindicações expressas nesses termos, em Portugal, estaremos condenados a ficarmos, num ápice, desprovidos desse nível de ensino. Porém, por conta própria, não teria indicado como essencial a condição de esclarecimento da autonomia mas, até essa, convenhamos, é mesmo indispensásvel. Efectivamente, pensando bem, como se pode participar num jogo de estratégia em "rede de sistemas semi-autónomos" se os comandos da PlayStation estão sob um controlo de plasma, de quem nem se percebe como ...?
Quanto ao facto de discordar da necessidade de interdependência da componente de investigação relativamente à instituição universidade, penso que, se os responsáveis das instituições de ensino superior público nos declaram já, ter dificuldades em gerir o nível sistema de educação a que pertencem, só iriam criar mais entropia em todo o sistema (entenda-se financeiro e recursos) caindo-se na asneira de se proceder a essa tal "aproximação"; eu diria mais, que seria melhor ainda, se pudessemos, optar pelo maior distanciamento, se possível, a separação total.

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