quarta-feira, janeiro 06, 2010

Cardápio tradicional: pescadinhas de rabo na boca

1- O primeiro-ministro recebe hoje à tarde (ontem) em Lisboa representantes do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), num encontro em que deverão ser abordadas questões relacionadas com o Orçamento para o Ensino Superior e outras matérias do interesse das universidades (aqui).
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A questão do financiamento também foi transmitida aos reitores, estando previsto um nível de financiamento global directo ao ensino superior público que assegure os recursos necessários às instituições, "promovendo também o investimento competitivo, por objectivos, tendo em vista a expansão e qualificação” do sistema, “sem prejuízo à capacidade de angariação de receitas próprias".
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O programa do Governo aponta ainda para o aumento do número de estudantes em ensino à distância e em cursos de especialização tecnológica para o “reforço da empregabilidade das formações e do sucesso escolar”, assim como das parcerias e cooperação internacionais.
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2 - ..... a “enorme precariedade” dos docentes do ensino politécnico e denunciou que o regime de transição para o novo estatuto da carreira é "injusto" e "prejudica os professores”. (aqui).

3 - Confesso, que gosto muito de pescadinhas mas, agora, eu já preferiria um refurbish deste menu, ou, melhor, uma substituição radical dos "chefes" (e ajudantes de cozinha). Nunca mais se faz um levantamento de rancho?

Quero dizer, porque é que ninguém se preocupa, por exemplo, com:

a) Exactamente, o que precisa o país para as DIVERSAS Formações pós secundárias e superiores?
b) Para quando e como se prevê que devam ser garantidas essas formações e para QUEM?
c) Que recursos (humanos, materiais e financeiros) se dispõe ou se podem afectar?
d) O que é para os politécnicos fazerem e as universidades não? E, claríssimo e DEFINITIVAMENTE, vice versa!
e) Quando iremos optimizar a locação dos reduzidos recursos disponíveis e compatibilizá-los com suprimento das necessidades prementes (AS EFECTIVAS) no ensino superior, sem afectarmos outras com idêntica importância, minimizando os inconvenientes de toda a espécie?

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Será que com tanta gente cá no burgo, tão para lá de excelente a "investigar" tudo, e por todos os lados (até no espaço), não se consegue ninguém, suficientemente, caridoso que, devidamente, financiado, se dedique a responder, rapidamente, a estas questões, mas com principio, meio e fim. É que, no «fim» desse processo sistemático, o país pouparia, pelo menos, um pouco de paciência e preservaria a sanidade mental. E, não há nada que pague isso!

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