sábado, janeiro 10, 2009

Enxertos e engenharias jornalísticas

A presente 'entrada' retoma um tema anterior, deste mesmo blog, intitulado TEIA de 12/26/08 -- no qual, expressei o meu mais profundo desacordo com uma publicação subscrita pelo Senhor Jornalista Pedro Sousa Tavares -- mas, desta vez, resulta, principalmente, de um seu comentário a esse meu post. Reproduzo aqui integralmente ambos os textos - i) a publicação do Diário de Notícias ONLINE que foi objecto do meu post, a TEIA, e ii) o comentário do Senhor Jornalista ao meu post TEIA (os sombreados amarelos são meus, e significam que, sobre esses pontos, não só reitero, como reforço toda a minha discordância sobre o que esse Senhor aí disse à cerca de empregabilidade.

TEXTO DA PUBLICAÇÃO DN 26-12-2008
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Técnico no 'top' das saídas
(acesso em 3 de Janeiro de 2009)

PEDRO SOUSA TAVARES

Superior. Um diploma é garantia de menos desemprego, mas no 'top' da empregabilidade só três engenharias do Técnico têm níveis perfeitos. O DN diz o que procuram os empregadores

Cursos politécnicos com negativa

É o que se chama um "pleno" no pódio. De acordo com dados de Junho deste ano do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tendo em conta os desempregados que terminaram cursos superiores entre 2004/2005 e 2006/2007, apenas três formações conseguiram a proeza de não ter um único inscrito nos centros de emprego. E são todas do Instituto Superior Técnico (IST): Engenharia Civil, Engenharia Informática e de Computadores e Engenharia Electrotécnica e de Computadores.

Uma hegemonia que diz muito sobre o actual peso das novas tecnologias, e do Instituto Superior Técnico em particular. Mas que não significa que apostar noutras áreas e instituições seja uma aposta errada, como mostram as diferentes ofertas e instituições que ocupam os outros lugares neste top .

"O que nos dizem os números é que a relação entre a instituição e a oferta, o chamado par estabelecimento/curso, é o mais importante", explica Maria João Rosa, directora do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério, responsável por esta contabilidade. "Seria redutor dizer que uma instituição garante sucesso e outra não", acrescenta. "Há universidades muito credenciadas que têm cursos com menor procura e outras, de menor expressão, que conseguem taxas de colocação muito interessantes em alguns cursos."

Exemplos? O curso de Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem Imaculada Conceição ou Medicina Dentária no Instituto Egas Moniz, ambos privados, que registam níveis de empregabilidade muito superiores a vários cursos "populares" de universidades públicas de referência.

Superior é sempre boa aposta

Pela negativa, são também engenharias - mas a Biotecnológica e Química, ambos cursos leccionados no instituto politécnico de Bragança - que se distinguem, num pódio onde figura ainda o Jornalismo e Comunicação do politécnico de Portalegre. Mas, mais uma vez, desaconselham-se leituras apressadas. Os politécnicos , diz Maria João Rosa, são geralmente "uma boa aposta" ao nível da empregabilidade, incluindo nos ciclos "não superiores", como os Cursos de Especialização tecnológica.

Resumindo: não há fórmulas infalíveis, apenas "indicadores" que podem orientar a escolha. "As ofertas de emprego são muitas vezes ditadas por ciclos", explica a directora do GPEARI. "Se analisarmos os dados por áreas, verificamos que entre o final de 2007 e meados deste ano, houve uma grande absorção de diplomados em cursos de formação de professores. Mas isso não quer dizer que esses dados se repitam nas próximas estatísticas. São precisos anos - e estes dados só são trabalhados desde 2007 - para se poder falar em tendências."

Há no entanto uma certeza: "É sempre preferível ter um curso superior."

Dados nacionais e internacionais mostram que os diplomados ganham melhor e têm 10% dos índices de desemprego dos restantes trabalhadores.

A conclusão é simples: aprender compensa.

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COMENTÁRIO DO SENHOR JORNALISTA AO MEU POST






















HOJE
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A - O texto do Diário de Notícias importa-me porque questiono os diversos aspectos que considero ERRADOS e transferidos de dois textos do mesmo autor - aqui transcritos acima, na íntegra.

1º - Diz o Senhor Jornalista que o acuso de referenciar por alto o Documento Base do Seu Texto.
Eu não o acusei de nada, fiz uma constatação, esta:
"O documento de apoio que o Senhor Jornalista cita por alto -- mas que, efectivamente, não chega referenciar como seria de sua obrigação -- parece tratar-se do estudo do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) .intitulado:
A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior (Quadros Estatísticos).
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O motivo porque eu disse isso, e também esclareci no meu post TEIA, foi:
"Em nenhum lado do citado documento se pode inferir as afirmações do Senhor Jornalista, apesar da Directora do GPEARI..." a saber:
1 - (no "'top' da empregabilidade só três engenharias do Técnico têm níveis perfeitos")
2 - Cursos politécnicos com negativa
3 - (..., apenas três formações conseguiram a proeza de não ter um único inscrito nos centros de emprego. E são todas do Instituto Superior Técnico (IST): Engenharia Civil, Engenharia Informática e de Computadores e Engenharia Electrotécnica e de Computadores.)
4 - ( Uma hegemonia que diz muito sobre o actual peso das novas tecnologias, e do Instituto Superior Técnico em particular.)
5 -
(Pela negativa, são também engenharias - mas a Biotecnológica e Química, ambos cursos leccionados no instituto politécnico de Bragança que se distinguem, num pódio onde figura ainda o Jornalismo e Comunicação do politécnico de Portalegre.

Para que eu não tenha razão no que disse no meu post, em resultado das dúvidas que me suscitaram o texto do autor -- que, para adoçar a pilula na TEIA, chamei "de trapalhices" --precisaria de saber, EXACTAMENTE, quais das páginas do documento citado por alto pelo autor e atribuído ao GPEARI - contêm os fundamentos para as informações, afirmações e atribuições de atributos qualitativos institucionais (positivos ou negativos) aqui, sombreadas a amarelo, que o Senhor Jornalista incluiu no texto do DN que ele subscreveu e eu aqui transcrevi?. Por exemplo, inclui nas suas "negativas" o curso de Jornalismo e Comunicação do politécnico de Portalegre - poderia o Senhor Jornalista explicar-nos porquê?
Caso não sejam produzidos os esclarecimentos que suportem as descrições, afirmações, classificações (opiniões?) do Senhor Jornalista, então o que referi como "trapalhices", a meu ver, passa adiante à categoria de ERROS FACTUAIS, porque ou propositada ou inadvertidamente, enganam os leitores.

B - O Texto importa-me porque:
B1 - O layout da informação prestada é em pirâmide invertida INCORRECTA (disse incorrecta, porque o topo do texto, bem como o seu formato, não sintetiza a informação real, e sim informações falsas, independentemente do que é referido no final do texto do autor/autores).

Por exemplo, para as pessoas diplomadas - que se inscreveram nos Centros do Instituto de Emprego e de Formação Profissional - nos 3 cursos referidos pelo autor como sendo leccionados no Instituto Superior Técnico, serem reduzidos a "Nenhum Inscrito" parece-me violento porque na verdade, o estudo do GPEARI mostra-nos que, infelizmente, para os afectados que, qualquer dos cursos do Instituto Superior Técnico --- mencionados pelo Senhor Jornalista como no 'top' da empregabilidade só três engenharias do Técnico têm níveis perfeitos [perfeitos porquê] -- foram, muito pelo contrário, os cursos que apresentaram valores numéricos mais elevados nos registos dos Centros de Emprego do IEFP - registo de maior número de desempregados com o mesmo curso. Os números de desempregados com esses cursos específicos do IST, são os mais elevados do que o números de desempregados do mês de Julho de 2008, do que os números de desempregados de cursos com a mesma designação e nível, mas de outras instituições e, infelizmente, para as pessoas afectadas, são muito diferentes de zero: 79 inscritos, no Curso de Engenharia Civil (licenciatura) do Instituto Superior Técnico, ver Quadro II.5.14 - Área 58 - Arquitectura e construção; 61 inscritos, com o curso de Engenharia Electrotécnica e de Computadores e 11 inscritos, no Curso de Engenharia Informática e de Computadores do Instituto Superior Técnico, ambas no Quadro II.5.1 - Área 52 - Engenharia e técnicas afins.

Penso que estes registos no Centro de Emprego, tal como todos os outros mencionados no mesmo relatório do GPEARI, têm o significado que têm... mas, certamente, ditos assim isoladamente, não podem traduzir nunca a EMPREGABILIDADE dos formandos, nem reflectir qualquer atributo qualitativo da instituição que os lecciona.

Já ao dizer-se que uma instituição não tem nenhum aluno inscrito nos Centros de Emprego, quando na verdade tem - ao contrário da reacção que o layout do texto parece querer induzir aos leitores -, pode levar à suspeição sobre a qualidade da instituição que, felizmente, no caso em pauta, todos sabemos ser das melhores na formação em algumas áreas de engenharia em Portugal. Na verdade, também todos sabemos, que a percepção de publicidade falsa não beneficia nada os produtos que se oferecem aos olhos do público alvo.

B2 - Em contrapartida, o Conteúdo com carga negativa, o formato das letras em bold, e a posição no topo esquerdo do layout do texto do Senhor Jornalista Pedro Sousa Tavares também discrimina, e muito injustatamente, o subsistema Politécnico, e os seus milhares de DIPLOMADOS: Dos 62 063 diplomados no ensino superior público, em 2006-2007, 33,1% (27 566) pertenciam ao ensino politécnico publico.

B3 - O texto do Senhor Jornalista Pedro Sousa Tavares interessa-me porque foi publicado no Diário de Notícias, jornal de ambito geral e com alguma credibilidade, o que -- desta forma, e até prova em contrário -- parece que se presta a ser um meio de divulgação de opiniões não fundamentadas; e, se por acaso, identifiquei incorrecções em assuntos sobre os quais tenho uma pequena ideia, tira-me a confiança sobre todos os outros temas que possam merecer publicação nesse jornal.

B4 - O texto importa-me ainda porque, atendendo à data de publicação, 26-12-2008, a meu ver, o jornal perdeu uma belíssima oportunidade de -- perante a garantia de uma "audiência" alargada e interessada -- analisar correcta e criticamente, a temática do DESEMPREGO dos Diplomdos com formação superior que, como todos os outros desempregados, é uma preocupação séria e actualíssima em Portugal.
Poderia ter, por exemplo, iniciado esse processo, por uma análise, embora insipiente, à forma de se avaliar o emprego/desemprego, mediante um registo muito parcial de pessoas desempregadas, até porque uma boa parte dos desempregados nem sequer se regista, ou porque, para fazer frente à própria sobrevivência, desiste de tirar partido da formação superior que teve, ou porque se vêem forçados a aproveitar qualquer oferta de trabalho noutras áreas de actividade, que não na sua, ou porque, na ausência de perspectivas de encontrar trabalho na sua área de formação, decide iniciar pós graduações sucessivas, ou aceitar trabalhos eventuais.

Graças ao comentário do Senhor Jornalista ao meu post, TEIA, e até prova em contrário, o que escreveu no DN passou de trapalhice à classe dos erros factuais.
A meu ver, esta designação que agora posso pensar, é muito mais gravosa, considerando as qualidades que, usualmente, associo como indispensáveis ao Bom Jornalismo - independência, objectividade, rigor, imparcialidade, responsabilidade e exactidão.
O que senhor Jornalista escreveu no comentário ao meu post "TEIA", pelo qual, não só reclamou sobre o que eu aí escrevi, como denuncia que outra pessoa ou pessoas podem ter incluído passagens no seu texto, fez-me perceber o potencial das plantações de informações, da criação de acontecimentos, vindos do nada, das enxertias de textos, que dizem bem ou dizem mal sem se saberem os por quês, e das quais ninguém faz ideia dos objectivos mas e, sobretudo, sobre os quais também ninguém se prepara para assumir consequências ou responsabilidade, a começar pelo próprio meio de comunicação social que as publica.
Gostava de informar o Senhor Jornalista que, por acaso, li o texto todo PUBLICADO ONLINE, como disse no post, e não vi lá nenhuma tabela como mencionou no meu comentário, mas lá que gostava de ver essa Tabela isso, gostava --- é que os layouts de publicação e as técnicas de indução do leitor, para pular para as conclusões precipitadas não são segredo assim tão bem guardado --- e, por isso, é que eu disse que não percebi nem o texto, nem o contexto, nem objectivo da referida publicação: Quereria esse texto dizer bem ou que concluíssemos o contrário sobre o IST? Quereria esse texto dizer mal dos Politécnicos? Seria para convencer os potenciais candidatos ao ensino superior a reflectirem? Ou seria só para encher um "branco" do jornal logo, desde o topo esquerdo da primeira página com um título sensionalista, enquanto polia com inverdades a auto-estima do IST, e isto com que finalidade?
Gostava muito de pedir ao Senhor Jornalista Pedro Sousa Tavares que, um dia quando tiver tempo e paciência, me esclareça o que é que eu errei no que disse no post (por outras palavras qual foi a minha trapalhice?) por favor, não se esqueça de fundamentar bem o que é que eu escrevi que não ficou claro? E, exactamente, em que ponto do meu post entendeu que fui mal educada, só para eu tentar não repetir as asneiras.
Já agora se, como disse no seu comentário, não foi o autor integral do texto que assinou sozinho, importa-se de identificar de quem é a co-autoria, e qual a parte do texto foi o senhor que escreveu e qual a parte do texto foi tão mal "enxertada"?
Certo é que o Senhor Jornalista Pedro Sousa Tavares subscreveu sozinho o texto e, nestas condições, ou se responsabiliza por tudo o que aí é dito, ou não deveria partir dele, a iniciativa de desmentir eventuais erros factuais resultantes de "jardinagens" da edição de texto, que pode e deve descartar mas, formalmente, no próprio jornal e com igual destaque?
Numa coisa o Senhor Jornalista Pedro Sousa Tavares disse a verdade - efectivamente, não fomos colegas de carteira, mas se tivessemos tido esse azar, eu teria mudado de turma de curso ou de escola.
Para rematar, se eu não perder tempo a ler algumas publicações, passarei muito melhor.
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PS1- Esclareço que, logo no dia 26 de Dezembro pedi, por mail, ao Senhor Provedor do Diário de Notícias (único mail disponível, para além do mail do webmaster) para me dar acesso ao direito de resposta, só ontem recebi um seu mail em resposta, mas para me identificar a quem devia dirigir o meu pedido de contraditório.
PS2 - Referencias do textos que consultei, para aduzir este contraditório:
"A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior. Junho de 2008. Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais/Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. ISBN 978-972-8844-28-8. (http://www.estatisticas.gpeari.mctes.pt/ e A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior (Quadros Estatísticos) ).
PS3- Só para reflectirmos se as afirmações que se seguem são ou não ainda válidas:
[... 1) " O jornalista deve relatar os factos com isenção, rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público".
....2) O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas....].
.
PS4 - ADITAMENTO de 11 de Janeiro de 2008: Enviei hoje à Direcção do Diário de Notícias o seguinte email:

À Direcção do jornal do Diário de Notícias (http://us.mc329.mail.yahoo.com/mc/compose?to=direccao@dn.pt),

Na sequência da publicação --- no Diário de Notícias Online publicado neste endereço

http://dn.sapo.pt/2008/12/26/sociedade/tecnico_top_saidas.html, e deduzo também que na versão em papel da mesma data, no passado dia 26 de Dezembro de 2008, na “coluna Sociedade” --- de uma noticia intitulada:Técnico no 'top' das saídas da autoria do Jornalista Pedro Sousa Tavares, ao abrigo do direito de resposta, previsto nos artigos 24º a 26º da Lei nº.2/99, de 13 de Janeiro, venho solicitar a publicação, como o mesmo relevo e nos mesmos meios de divulgação e apresentação integral do escrito que motiva a presente, do seguinte:

Do texto publicado, e considerando também o layout da edição da matéria, ressaltam as seguintes afirmações:

  1. Técnico no 'top' das saídas;
  2. Superior. Um diploma é garantia de menos desemprego, mas no 'top' da empregabilidade só três engenharias do Técnico têm níveis perfeitos.
  3. O DN diz o que procuram os empregadores
  4. Cursos politécnicos com negativa
  5. De acordo com dados de Junho deste ano do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tendo em conta os desempregados que terminaram cursos superiores entre 2004/2005 e 2006/2007, apenas três formações conseguiram a proeza de não ter um único inscrito nos centros de emprego. E são todas do Instituto Superior Técnico (IST): Engenharia Civil, Engenharia Informática e de Computadores e Engenharia Electrotécnica e de Computadores.
  6. Pela negativa, são também engenharias - mas a Biotecnológica e Química, ambos cursos leccionados no instituto politécnico de Bragança - que se distinguem, num pódio onde figura ainda o Jornalismo e Comunicação do politécnico de Portalegre.

O Senhor Jornalista no texto que subscreve cita, por alto, um documento que não referencia como deveria e que pressuponho que só possa ser este: [“A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior. Junho de 2008. Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais/Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. ISBN 978-972-8844-28-8. (http://www.estatisticas.gpeari.mctes.pt/ e A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior (Quadros Estatísticos) )”].

Nestas condicões, venho solicitar, que sejam também publicadas com o mesmo destaque, por esse Jornal, as páginas, e o texto desse documento de referência, que podem fundamentar cada uma das afirmações aduzidas, para além de dever também ser explicado de que forma o DN nos diz o que é que os empregadores procuram..

Pedia também para me esclarecer e aos leitores da vossa publicação, como é que indormações produzidas, pelo Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério, exclusivamente, sobre o desemprego registado nos Centros de Emprego do Instituto de Emprego e de Formação Profissional, podem informar sobre a EMPREGABILIDADE de um diplomado qualquer com curso superior, leccionado por qualquer que seja a instituição de ensino superior nacional.

É que estive a consultar o documento que suponho ser o citado pelo Senhor Jornalista, e encontrei informações que contrariam as referidas afirmações aduzidas, por exemplo: “'top' da empregabilidade só três engenharias do Técnico têm níveis perfeitos” [perfeitos porquê] -- foram, muito pelo contrário, os cursos que apresentaram valores numéricos mais elevados nos registos dos Centros de Emprego do IEFP, do mês de Junho de 2008. Os números de desempregados diplomados com esses cursos específicos do IST são superiores aos números de desempregados de cursos com a mesma designação e nível, mas de outras instituições e, infelizmente, para as pessoas afectadas, são muito diferentes de “Nenhum inscrito”, ou seja, de zero, o que se lê é: 79 inscritos, com o Curso de Engenharia Civil (licenciatura) do Instituto Superior Técnico, ver Quadro II.5.14 - Área 58 - Arquitectura e construção; 61 inscritos, com o curso de Engenharia Electrotécnica e de Computadores e 11 inscritos, no Curso de Engenharia Informática e de Computadores do Instituto Superior Técnico, estas últimas no Quadro II.5.1 - Área 52 - Engenharia e técnicas afins.

Caso não sejam produzidos os esclarecimentos que suportem as descrições, afirmações, classificações (opiniões?) do Senhor Jornalista Pedro Sousa Tavares, penso que podem ser incluídas na classificação de ERROS FACTUAIS porque acidental, propositada ou inadvertidamente, confundem e enganam os leitores.

Regina Nabais

rmmacnm@yahoo.com

Santo Varão - Montemor-o-Velho

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