quarta-feira, julho 11, 2007

Chumbinhos da minha espingarda de pressão de ar, e não só...

Anteontem, resolvi descontar um dia às minhas férias, matar o trabalho, tirar uma "folga para valer", e parti em expedição para a capital, a fim de participar de uma sessão de cerca de 10 horas, de psicoterapia de grupo, gentilmente, proporcionada pela Comissão Parlamentar Permanente da
Comissão de Educação, Ciência e Cultura, na Assembleia da República, acerca daquela famosa Proposta de Lei nº 148/X, ou seja, o RJIES...lembram-se?
Pois,... Uma coisa que muito me distrai, entusiasma e maravilha é ouvir, atentamente, pessoas (incluindo eu própria) a emitir a sua opinião, acerca de ideias sérias ou estapafúrdias próprias e/ou alheias, sobre o futuro dos outros..., especialmente, se entre os outros pudermos incluir consequências para as vidas de gerações vindoras.
As minhas notas, sobre o referido evento, são estas:
1ª nota - Não percebi bem, o que foi fazer esta proposta de lei à citada, Comissão; e por falar nisto, na minha modesta opinião, se eu fosse ao Senhor Deputado Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República, teria já tomado duas providências, com representativo impacte económico a nível nacional, a saber: a) tudo o que não fosse deputado do Partido Socialista seria, liminarmente, devolvido aos procedentes círculos eleitorais, e b) a única Comissão que permaneceria, em funções, na Assembleia da República mas só com os Deputados Socialistas, seria a Comissão de Orçamento e Finanças, para efeitos de revisão de contas dos custos nacionais das legislações em trânsito para aprovação. Meus caros e raros leitores, façam lá as vossas continhas, e confirmem se não chegam à mesmíssima conclusão que eu.
2 ª nota - Penso que a Comissão da Educação Ciência e Cultura, bem como qualquer das outras, está totalmente refém de decisões tomadas fora da sua esfera de influências. Por outras palavras, e por exemplo, mesmo tendo sido expressas, durante a audição, apenas 2,5% de opiniões suficientemente favoráveis ao documento (2 em 77), não me pareceu, que a Comissão pudesse fazer o que quer que seja, para corrigir os incorrigíveis texto da proposta, e/ou autorias, nem sequer intervir nas condições de oportunidade da discussão e análise da proposta. Se os membros desta Comissão estivessem à mercê de membros extremistas-radicais da Fatah, garanto que teriam muito mais margem de manobra e direitos de verbalização pública. Assim, os comissários terão que enviar, até 6ª feira, dia 13 de Julho de 2007, o seu parecer votado, favoravelmente, por maioria.
As queixas assumidas por 75 das 77 pessoas que expressaram reservas ao documento, foram catatonica e, obcessivamente, estas: inoportunidade da época para apresentação e análise da proposta; muito pouco tempo disponível para implementação do novo regime - apresentação dos estatutos; reduzida representatividade do corpo discente; representatividade nula do corpo não docente e atemorização paralisante, perante o novo terror - aquela maravilha fiscal das fundações privadas de direito público, ou vice versa; duas das 77 pessoas, usaram da palavra, apenas para entregaram formalmente, por escrito, as suas opiniões.
Em resumo, penso que, à excepção de rectificações de pormenor semântico, de vírgulas e de assentos circunflexos, o documento - a lei ilegítima, como a considera Virgílio Machado - será aprovado, tal como o conhecemos.
Se os meus caros e raros leitores me perguntarem, porque é que eu não lhes relatei nada antes, é só porque tenho uma pessoa minha amiga, com centenas alunos, exames a duplicar, para corrigir de cinco cadeiras, 6 estagiários em empresas privadas, a fazerem relatórios finais que ainda serão discutidos, e a obrigatoriedade submissão de um documento tipo relatório-misto de vidas passadas e de estratégias de futuro, que ainda não percebi bem o que é, à FCT, até ao proximo dia 15; e, então, tenho estado a ajudar aquela infeliz criatura.
Espero que compreendam e aceitem as minhas prioridades.

2 Comentários:

Blogger MJMatos disse...

A minha solidariedade, RN. Isto de ser "foot soldier" no meio das bolonhices não é pêra doce.

quarta jul 11, 10:19:00 da tarde 2007  
Blogger J. Cadima Ribeiro disse...

Cara Regina Nabais,
Está desculpada. Não me leve a mal a observação que fiz em porta vizinha sobre a acta estar em falta.
Percebe-se agora que, ao invés do que diz, foi para que saisse mais aprimorada.
Um abraço,

quinta jul 12, 12:42:00 da manhã 2007  

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