segunda-feira, abril 13, 2009

Obviamente, mas não poderá ser ao custo de mais zeros menos zeros.

Refiro-me à crise.
Diante da circunstância em que uns nos dizem que não há crise, e que só estamos na continuação da mesma que vivemos desde os tempos pós-D. João II, e em que outros nos garantem não só a existência de uma crise-crise, sem tamanho, como ainda nos adiantam resoluções chave-na mão; com o devido respeito, opto por estes últimos opinadores. Mais, também sou favorável a soluções internacionais globais, pela maior confiança que inspiram, por isso, fiquei com um fraquinho muito especial pela solução Declaração de Praga, 2009, da European University Association.
Por outro lado, sendo uma patriota legítima, sinto-me no dever de prestigiar os ideais nacionais e também me identifico com o Novo aeroporto de Lisboa, nos arredores de Alcochete (?) e também com a Rede de alta velocidade que ligará, na ponta da unha, uma qualquer povoação a outra qualquer, podendo quem sabe até passar, só com um desviozonho, num dos seus percursos, pelo apeadeiro próximo da aldeia onde vivo.
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Estas duas últimas soluções para a crise-crise são muito atractivas porque permitem emigração de urgência; just in case, vistas deste ângulo, podem ser ideias muito interessantes.
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Ora bem, por dever de cidadania, decidi contribuir, com as minhas poupanças para a melhor ideia, e ando já, desde 2005, a separar as excedências monetárias - e já coleccionei dois quilitos e tal de moedas, que investirei na melhor cenerazição de investimento em que devo optar.
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Em relação à solução da crise-crise proposta pela EUA: para vencer a crise-crise, Portugal e os restantes países (43?) devem investir nas suas 791 Universidades (quais?), 3% do PIB para I&D e 2% do PIB para o ensino superior - eu apurei e sistematizei a informação sobre as necessidades e acréscimos de Orçamento anual para a concretização da solução da crise-crise, de acordo com a proposta da EUA. Um tanto salgadinha esta ideia, não é?
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Dando ouvidos ao nosso Ministro das Obras Públicas Transportes e comunicações, parece que, para os próximos anos (exactamente, quantos?):
"O Novo Aeroporto de Lisboa, representará um investimento total, entre público e privado, de cerca de € 3 Mil Milhões no espaço de 8 anos, na zona do Campo de Tiro de Alcochete"; ou de € 6 Mil Milhões como se refere (aqui)
Quanto à rede de alta velocidade:"Total investment of € 7.7 billion [7.7 Mil Milhões de Euros], including 20% to 25% contingency buffer".

Confiram, por favor, todas estas contas está bem?, porque isto do ensino superior e a investigação precisarem de um investimento nacional de quase dois novos aeroportos para Lisboa (Alcochete?), ou de 65% de "um TGV", mas permanentemente e todos os anos, tem alguma coisa que se diga, ou estou a ver mal?

Perante estas cenerazições "tão bem fundamentadas e explicadinhas" estou hesitante sobre as minhas opções de investimento para a salvação nacional, por uma comparticipação de cidadania.
Que é que os meus caros e raros leitores acham?

Pronto, 'tá bem, concordo, o melhor mesmo é encontrar a chave do Euromilhões - em semana de prémio acumulado, pois claro!


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