quinta-feira, fevereiro 09, 2006

तक्षशीला ou الأزهر الشريف


FRACTAL COMPORTAMENTAL

Fonte: http://telemewhereonearth.com/Web%20Pages/Tsunami/tsunami.htm


O título deste post referencia os nomes de Takshashila ( तक्षशीला em Sanscrito) do Paquistão e de Al-Azhar ( الأزهر الشر, em Árabe) no Egipto, que representam para o conhecimento humano dois momentos importantes na história global da educação - porque disputam entre si, a nível mundial, o lugar de primeiro centro de aprendizagem avançada - com o valor que, entre nós, poderemos designar de universidades.
De referir que os focos de aprendizagem avançada diferiram entre o ocidente e o oriente, não só pela influência geográfica de maior abrangência (Ásia ou o Mundo Islâmico) bem como pela selectividade e dominância dos temas focados, ligados à religião no oriente, em oposição à aprendizagem da gramática, retórica e lógica do ocidente.
Para efeitos da contextualizar, no tempo, a formação avançada mostra-se em seguida as datações de algumas entidades consagradas:

Datação de fundação de algumas Universidades
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Universidade de Takshashila, 7º Século AC
Universidade de Hunan, Changsha, China, 976
Universidade de Al-Azhar, Cairo, Egipto, 988
Universidade de Bologna*, Bologna, Itália, 1088
Universidade de Oxford, Oxford, England, 1096
Universidade de Paris, Paris, France, 1150
Universidade de Modena, Modena, Itália, 1175
Universidade de Cambridge, Cambridge, Inglaterra, 1209
Universidade de Salamanca, Salamanca, Spain, 1218
Universidade de Pádua, Pádua, Itália, 1222
Universidade de Nápoles, Nápoles, Itália, 1224
Universidade de Siena, Siena, Itália, 1240
Universidade de Coimbra, em Lisboa, Portugal, 1290
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* A Universidade de Bolonha conferiu o primeiro grau Doutoral em Legislação Civil
Na idade média os professores a quem tivesse sido conferido o grau DOCTORATE por uma Universidade auferiam permissão para ENSINAR em qualquer universidade cristã – isto é, em qualquer universidade europeia - jus ubique docendi.
Da mesma forma, na época medieval, o exercício de qualquer profissão especializada, incluindo a de professor, exigia a qualificação de "mestre" e o licenciamento pela sua própria organização profissional específica - Guilda.
Historicamente, o comércio, a tecnologia e a propriedade intelectual estão profundamente ligados às Guildas.
Logo, por motivos históricos a formação a nível de Doutoramento está ligada às Universidades e as Transferências de Tecnologias e Protecção de Propriedade Intelectual às Corporações Profissionais - Guildas.
Assim, desde logo para mim, é por razões históricas que devemos distinguir de forma muito definida as formações e os níveis de qualificações superiores, bem como os objectivos e perfis das instituições que as conferem, o que traduzindo para Portugal - Politécnicos não devem preocupar-se com Doutoramentos, mas as Universidades não se podem preocupar com Transferência de Tecnologia e a Protecção de Propriedade Intelectual.
Das Universidades espero que criem Conhecimento de valor Intangível - Investigação Fundamental - com financiamento público, e dos Politécnicos espero que façam Transferência de Tecnologia - com financiamento contratualizado.
A permissão e/ou a indução governamental de miscigenação de objectivos e de competências, bem como autorizações e promoção do drift dos domínios de intervenção de uns e de outros é muito desfavorável ao desenvolvimento do país, quer do ponto de vista histórico, mas e também, muito especialmente, por razões nacionais económicas e financeiras, assunto que será tema de um outro post.
Num país cuja dimensão populacional é pouco superior à de uma cidade de médio porte, ex. Paris, é ridículo não conseguirmos construir, para a Educação Terciária, Ciência e Tecnologia, um esquema racional de cooperação efectivamente vencedor. Que mais não seja, para seguirmos, em Portugal, as boas práticas de bichos - caso do hipopótamo e da tartaruga da imagem, em que o primeiro com apenas 6 meses de vida adopta como modelo, um semelhante de outra espécie e, simultaneamente, tem o incentivo e a subrevivência acarinhados pela segunda, uma jovem tartaruga com 60 anos de idade, na ilha de Madagáscar - durante o Tsunami de Dezembro de 2004.

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