sábado, outubro 04, 2008

Querem ver que não consigo explicar "a energia negativa"


Hoje, venho aqui só de passagem, não como é meu hábito, para pedir compreensão aos meus caros e raros leitores perante uma ausência justificável, antes porém, por mor de lhes conceder uma ou duas satisfações, para ausências um pouco mais prolongadas...

É simples e assim: Durante bem mais do que 15 dias, consegui uma proeza digna de um Nobel qualquer, por ser um caso inédito no campo da optimização de coisas, diria que, e passe a imodéstia, atingi o patamar de cota mínima no ranking da escala anti-divina - rigorosamente, consegui nesse intervalo de tempo, não estar, nem ir a lado nenhum, e não fazer nada de nada!

Acham impossível? Ai acham? Mas não foi!

Esse meu prodígio pessoal é irrelevante se o compararmos com a altíssima frequência de outras improbabilidades: mantêm-se as mesmíssimas lamentações dos responsáveis institucionais de educação superior à-cerca das situações financeiras deficitárias; e, estas meus amigos são só nano dificuldades, se as compararmos com a manutenção ad eternum das condições que origimam esses eternos deficits, e que nos levam a todos à conclusão que esse a exeguidade financeira é único problema da nossa educação…analisem outras exiguidades e chegamos à conclusão que a o deficit financeira é só café pequeno... o problema "são" os Outros deficits...
Experimentem perceber as fundamentações e decisões do MCTES para as suas opções, experimentem compreender a distribuição de tarefas e de funções do pessoal das nossas instituições de ensino superior, experimentem iniciativas para lançar estratégias de actuação nos vossos pequenos círculos de intervenção...
Experimentem ainda estimar o deficit de racionalidade e de lógica necessárias para se resolver de forma mais sistemática essas queixinhas constantes, cujas causas não são meras circunstâncias, e sim estruturais e tudo isso aponta para onde?

Deficit de Finanças? Ou Deficit de Recursos Humanos?...

Pois...Penso que a nossa eternidade nacional vai, obrigatoriamente, tornar-se um pouco maiorzinha e mais perpétua do que a Outra. Assim, mantêr-se-ão, entre nós, e por sinal bastante frequentes, episódios de «probabilidades e energia negativas»...

Mas onde é que nós estamos?
Óh meu Deus tem dó da gente.
Mundo velho já deu flor carunchou toda a semente
virou um rolo de cobra, serpente engole serpente.
quem vive lesando outro dando pulo de contente,
o pobre trabalhador..... é o escravo na corrente

Estão matando e roubando, é conflito permanente
um bandido entrou no banco armado até os dentes
chorou no colo da mãe a criancinha inocente
mas ele achou que a criança perturbava o ambiente,
matou a mãe e a filha... foi um quadro comovente

Tem família num bagaço fingindo viver contente
a alegria é só por fora mas por dentro é diferente
é filha desmiolada que casou com delinqüente
é um genro pé-de-cana que não gosta do batente,
onde tem ovelha negra.... desmorona um lar decente

O mundo virou um vulcão e cada vez fica mais quente
não há nada que esfrie quero ver quem me desmente
um grande estoque de bombas crescendo diariamente
quando estourar todas as bombas ninguém fica pra semente
mundo velho não tem jeito... vira cinza brevemente

O mundo já está encardido e não adianta detergente
a sujeira desafia até soda e água quente
num lugar morre de sede e no outro morre de enchente
ó mestre lá nas alturas meu senhor onipotente,
seu poder é infinito..... protegei a nossa gente

Tião Carreiro e Pardinho


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